O que as pessoas estão ouvindo no ... Brasil


Foto de destaque de Érre Ortega. Foto acima, da Prefeitura de Olinda.

Achei minha coleção de música brasileira bastante impressionante ... até que fui para o Brasil.

“Você gosta da nossa música?” alguém me perguntou. "Adoro!" Eu disse, riscando os nomes dos ícones brasileiros: Caetano Veloso, João Gilberto e Astrud Gilberto. Claro, eu sabia que eles eram da velha guarda, mas há algo sobre o sussurro de João Gilberto cantando “É maravilhoso, é maravilhoso, que você deveria cuidar de mim” que é atemporal, certo?

Hum, não. Minha total falta de cool foi revelada. Dizer que ouvi Veloso, Gilberto e Gilberto era como um brasileiro vindo para os Estados Unidos e dizendo que ouvia Paul Anka, Elton John e Joni Mitchell.

A cena musical brasileira é mais - muito mais - do que bossa nova e samba. Aqui estão apenas algumas amostras dos artistas e tipos de música que os brasileiros estão curtindo no momento:

O Funk Proibidão

Essa música crua, mas superdançável, começou no início dos anos 90 nas favelas cariocas. É basicamente construído a partir de batidas de baixo e booty de Miami com rimas de MCs.

Funk Proibidão é a música underground que se grava e se toca em festas e se espalha em cd's, fitas mixadas. No que diz respeito ao conteúdo lírico, no entanto, “essa merda está ligada a gangues e narcotraficantes” é como um Matadorian diz.

Semelhante a quando The Chronic estava dominando os clubes americanos no início dos anos 90, um grupo brasileiro, Mc Cidinho e Doca, tinha a música mais quente do ano passado.

Marcelo D2

O hip hop está em alta no Brasil. Lá embaixo eles chamam de hippe-hoppe. Um dos rappers mais inovadores é Marcelo D2 (confira o vídeo acima), que mistura samples da bossa nova e outras formas tradicionais em sua música.

Alceu Valença

Aos 62 anos, Alceu Valença pode parecer melhor classificado na seção de maiores sucessos, mas o que mantém os brasileiros ouvindo é o óbvio amor do artista pela música e sua experimentação contínua com forma, gênero e ... performance.

Valença, conhecido como o "Bobby Dylan brasileiro" e o "Mick Jagger brasileiro", é capaz de misturar estilos folk, rock e tradicionais em um som que é distintamente seu. Seus shows são caracterizados por mudanças de figurino elaboradas e favoritos que agradam ao público, como “Morena Tropicana”.

Seu lançamento de 2009, "Ciranda Mourisca", não está disponível nos Estados Unidos ainda, mas um CD promocional sugere sons ciganos misteriosos, mais uma adição ao repertório de Valença.

Foto por writingjulie.

Siba e a Fuloresta

Siba e a Fulorestais, o fundador de 40 anos e líder deste grupo de 10 pessoas, cujo membro mais novo tem 19 e o mais velho, 75. A trajetória musical de Siba pode parecer retrógrada para aqueles obcecados com o próximo grande sucesso: depois de deixar seu cidade natal, ele então voltou para casa para descobrir suas raízes musicais, construindo sua credibilidade em shows de rua de hardcore.

“A música de rua nos preparou para tudo”, ele me disse em uma entrevista, “melhorando o relacionamento com o público, nossa capacidade de lidar com os problemas, tudo”.

Siba cita jazz, música norte-africana, rock dos anos 60 e 70 e a poesia trovadoresca do Brasil como algumas de suas influências persistentes, e esses gêneros se exercem sutilmente em um nicho musical que ele e seus companheiros de grupo estão construindo para si próprios.

Três de nossas recomendações vêm de Alex Robinson, aficionado da música brasileira, ex-residente de São Paulo e autor do Footprint’s Brazil Handbook.

Coletivo Radio Cipó

“Atualmente estou ouvindo muita música de Belém na foz do Amazonas. É um dos lugares mais interessantes para a música no Brasil no momento. Gosto particularmente da Rádio Coletivo Cipó, que funde batidas locais do carimbó com reggae, rap e penetrante comentário social.

Foto do Festival Calango.

La Pupuña

“Também adoro o La Pupuña, que toca uma espécie de surf rock psicodélico da Amazônia interrompido pelos efeitos sonoros do rio - como o barulho dos barcos de cauda longa e o canto dos pássaros. Eles acabam de lançar uma versão carimbó de “Lado Negro da Lua” chamada “Lado Charque da Lua”, batizado em homenagem ao charque local.

Madame Saatan

“E então há Madame Saatan, liderada por Sammliz, uma cantora delicada e delgada com um rosto de modelo e uma voz tão grande e rica como Mariah Carey. Mas ela não é uma diva R’nB - o Devorados de Madame Saatan é tão rápido e implacável quanto o Metallica. E pinta um quadro sombrio da vida autodestrutiva de muitos no Brasil urbano pobre. ”

CONEXÃO COMUNITÁRIA:

Está indo para a América do Sul? Descubra o que as pessoas estão ouvindo no Chile também!


Assista o vídeo: BARULHOS NO CÉU - PESSOAS ESTÃO OUVINDO SONS ESTRANHOS NO CÉU DO BRASIL!


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